A institucionalização da investigação agrária em Cabo Verde remonta a 1978/79 com a criação, pelo Governo, de um Centro de Estudos Agrários (CEA), que viria a ser transformado, em 1985, no Instituto Nacional de Investigação Agrária (INIA). Com o advento do multipartidarismo, em 1991, a redução do papel do Estado a favor do reforço do papel do setor privado, o INIA transformou-se no Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA). Este foi dotado de novos estatutos cujas atribuições visam a criação de tecnologias agrárias divulgação de conhecimentos, geração de novas tecnologias, formação profissional e superior em diferentes áreas de ciências agrárias (Decreto-Lei 80/1997, de 30 de dezembro de 1997). Como consequência da sua autonomia administrativa, financeira e patrimonial, e à luz da Lei de 1999, o INIDA ficou obrigado, a partir desse ano, a gerar 50% das despesas do seu financiamento, situação que ainda hoje prevalece.

Para além das atribuições consignadas nos seus estatutos, o INIDA tem ainda a função de coordenar todos os programas/projetos de investigação agrária a nível nacional, sendo igualmente o representante do país junto do CORAF, FARA, ASTI e WAAPP.

A missão atual do INIDA, conforme definido pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, centra-se na investigação, experimentação e desenvolvimento da ciência, das tecnologias agrícolas e dos recursos naturais, assim como na disseminação de conhecimentos científicos e tecnológicos.